Já escrevi para uma infinidade de veículos desde 2001, entre jornais, revistas e sites/blogs. A seguir vão os principais deles.

rs

:::: Rolling Stone

Colaboração para a Rolling Stone (brasileira), com matérias e entrevistas, incluindo um papo com Iggor Cavalera e um delicioso especial sobre os 40 anos do disco solo de estreia de Zé Ramalho, em 2018.

Esse especial (imagem abaixo; reprodução) saiu no site da RS, pouco após a publicação deixar de imprimir suas edições.

rs-ze-ramalho

:::: Bass Player

Fui editor-chefe da revista Bass Player (brasileira) de 2013 a 2017, quando a revista paralisou as atividades em decorrência da crise. Eu já vinha trabalhando como repórter da publicação desde sua chegada ao país, em 2011.

Entre as boas experiências que tive, posso destacar as matérias de capa com o Jason Newsted (bp-lemmyex-Metallica) e Lemmy Kilmister (Motörhead, imagem à esquerda; reprodução).

E também Hélio Silva, Scott Edwards, Rex Brown (ex-Pantera), Jeff Berlin, Michael Anthony (ex-Van Halen), Billy Sheehan (Mr. Big), Gene Simmons (Kiss), Steve Harris (Iron Maiden), David Ellefson (Megadeth) e Victor Wooten.

Editar a BP também me deu a oportunidade de tornar a revista menos tecnocrata, dando a ela uma abordagem mais humanizada – ou seja, entrevistas menos tecnoloides. Deixei a revista bastante equilibrada, com seções variadas, de perfis um tanto diferentes. Acredito que consegui fazer com que o baixista e todo o universo que o rodeia pudessem estar bem representados.

:::: Guitar Player

Fui repórter da GP (brasileira) do final de 2004 a 2017, também quando a revista teve as atividades paralisadas em função da crise. Foram incontáveis as matérias, reportagens, entrevistas, coberturas de shows e eventos variados, além das resenhas de CDs, DVDs, Blu-rays e livros.gp-randy-rhoads

Também cuidei da seção de notícias do site da GP por anos e tive um blog que faturou o terceiro lugar no prêmio Top Blog de 2009.

Será sempre uma tarefa dura destacar esta ou aquela experiência. Posso citar entrevistas com Slash, Gary Moore, B.B. King, Paul Stanley (Kiss), Ron Wood, Zakk Wylde, Andy Summers (Police), Herbert Vianna, Steve Lukather, K.K. Downing e Glenn Tipton (Judas Priest), Yngwie Malmsteen, Joe Satriani, Steve Vai, Wolf Hoffmann (Accept), Robertinho de Recife, Rick Ferreira (Raul Seixas), Celso Blues Boy, Wander Taffo, André Christovam, Roberto Menescal e Augusto Licks (ex-Engenheiros do Hawaii, entrevista esta que quebrou um silêncio e um sumiço de mais de dez anos do guitarrista gaúcho).

Também deixaram marcas positivas a entrevista com o produtor Eddie Kramer, para um especial sobre o Jimi Hendrix, a matéria de capa sobre Randy Rhoads (com depoimentos de diversas figuras, incluindo o Ozzy Osbourne — imagem à direita; reprodução) e a entrevista com Rudolf Schenker (Scorpions), uma verdadeira aventura jornalística (leia como foi aqui).

E mais: as entrevistas com Sérgio Dias, Lanny Gordin, Luiz Carlini, Pepeu Gomes, Frejat e Edgard Scandurra, para a matéria de capa da edição 200 (abaixo, um registro que fiz dos bastidores das sessões de foto para a capa). Uma capa emblemática não só para a Guitar Player, mas para a guitarra brasileira. Não foi fácil juntar esses seis caras tão feras. Tem muita história reunida nessa foto.

gp200_henrique-inglez-de-souza_site

:::: Rock Brigade

Entre 2009 e 2010, assinei o expediente da Brigade como redator-chefe. O período não teve nada de fácil, por conta das dificuldades pelas quais a revista atravessava. Mesmo assim, me deixou marcas positivas e aprendizados.

Além de edição e copidesque do conteúdo, produzi matérias, resenhas e entrevistas. As que mais me deram orgulho foram a entrevista com Bill Ward (Black Sabbath), a matéria sobre o Thin Lizzy, com depoimentos de todos os guitarristas que passaram pela banda, a matéria de capa sobre o disco Come Taste the Band, do Deep Purple, com depoimentos de Jon Lord e de Glenn Hughes, e a rock-brigade-ozzyentrevista com Ozzy Osbourne (imagem ao lado; reprodução).

Ainda sobre a matéria acerca do Deep Purple, os contatos que fiz para conseguir as entrevistas me renderam uma bela surpresa. O assessor que me colocou em contato com Lord me escreveu, contando que sairia uma edição comemorativa pelos 35 anos de Come Taste the Band. Perguntou se não tinha algum depoimento que pudesse enviar para o texto biográfico do livreto que acompanharia no álbum. Enviei o trecho em que o tecladista falou sobre This Time Around, única música que compôs para aquele repertório:

deep-purple_come-taste-the-band-35-anos“Amo essa música! Me lembro de estar tocando esse tema ao piano um dia em que estava sozinho no estúdio. Bem, eu achava que estava sozinho quando o Glenn [Hughes] aparece e pergunta: ‘O que é isso?’. Respondi: ‘Ainda não sei. É o começo de uma ideia’. E ele falou: ‘Vamos trabalhar nisso!’ Acho que em meia hora fizemos This Time Around. É uma música muito boa. Uma de minhas favoritas!”

Meses depois, quando recebi a reedição especial de Come Taste the Band (imagem reproduzida à direita), corri a vista para procurar minha colaboração, e lá estava! Uma honra imensa, ainda mais por também ver meu nome listado entre os agradecimentos.

:::: Outracoisa
image description

Para a famosa “revista do Lobão”, produzi uma matéria bem interessante e divertida. Foi com o Sérgio Dias, sobre os Mutantes e a recente saída de Zélia Duncan do posto um dia inigualavelmente ocupado por Rita Lee. Saiu na edição cuja capa está reproduzida aí ao lado.

O engraçado é que seria uma matéria sobre a retomada da carreira dos Mutantes. Meio genérica, sem muito espinho. Porém, quando estava dando os retoques finais na entrevista, precisei telefonar novamente para o Sergio Dias. Queria tirar uma dúvida, e eis que ele me diz, quase como se fosse um detalhe menor, que a Zélia havia acabado de deixar a banda. É claro que aproveitei e completei a pauta, modificando o enfoque.

:::: Revista da MTV

revista-mtv-numero

Colaborei com a publicação com algumas matérias, incluindo uma entrevista com Lydia Criss, ex-mulher do baterista Peter Criss (Kiss) e que lançava sua biografia acerca de seus tempos em contato direto com o mundo do rock. O livro chama-se Sealed with a Kiss. Esse papo saiu na edição 74 (imagem à esquerda; reprodução). bizz

:::: Bizz

Escrevi para a lendária revista Bizz em sua última encarnação, meados dos anos 2000. Uma das edições com as quais colaborei foi a de número 210, de fevereiro de 2007 (imagem à direita; reprodução).

:::: PiaparaCultural

Em 2014 criei esse, que se tornou o maior portal dedicado à cena cultural de Piracicaba (SP) – sua página no Facebook ultrapassa as 4 mil curtidas. Entre outros destaques, tive a chance de entrevistar figuras como Ignácio de Loyola Brandão, Erasmo Carlos, Elza Soares, João Barone (Paralamas do Sucesso), Henrique Portugal (Skank), Tiê, A Banda Mais Bonita da Cidade, Kirk Fletcher, China Moses, Banda Mantiqueira e Richie Ramone.

pc-banner

:::: Nazareth (assessoria de imprensa)

nazareth_promo-2007

Em abril de 2007, fiz assessoria de imprensa para a turnê dos escoceses do Nazareth pelo Brasil. Foram quatro shows: Porto Alegre (RS), Curitiba (PR), Florianópolis (SC) e São Bernardo do Campo (SP), onde foi gravado o álbum Live in Brazil.

A formação trazia dois dos membros originais, Pete Agnew (baixo) e Dan McCafferty (vocal). Completando havia Lee Agnew (bateria) e Jimmy Murrison (guitarra) — acima, foto promocional da época. Foi uma experiência bem interessante, apesar de breve. É incrível a força da banda nessas cidades, especialmente as do Sul. O público cantava a plenos pulmões diversas músicas – Love Hurts, Dream On, Hair of the Dog, RazamanazMy White Bicycle, etc.

Uma passagem peculiar aconteceu pouco antes da derradeira apresentação. Ainda estávamos no hotel. Desci para começarmos a nos preparar para partir rumo ao local do show. Eis que me deparo com um funcionário tentando domar a fúria de Pete Agnew. A falta de fluência em inglês dificultava a vida do cara.

Resumindo: o baixista estava furioso porque havia acordado e queria tomar seu café da manhã, e não conseguia. Xingava de tudo quanto é jeito o hotel. Foi aí que apareceu Alan, empresário do Nazareth, e resolveu a coisa. Ele chamou o músico de lado e o aproximou de uma janela. Lembro de vê-lo abrindo a cortina e dizendo: “Vnazareth_live-in-brazileja, Pete, já é noite. Daqui a pouco temos show”.

Assim que se tocou do ridículo, Agnew foi se acalmando. Até conseguiu um lanchinho, preparado especialmente para ele pela boa vontade do pessoal do hotel.

Pode até não ser o melhor álbum ao vivo do Nazareth, mas Live in Brazil, claro, guarda algo de especial para mim. Colocá-lo para tocar é me lembrar daqueles dias de correria insana e de experiências únicas.